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Coleção: Oficinas de leitura recreativa e de escrita criativa

Três livros-oficina de Ana Viegas, com 60 oficinas de leitura recreativa e de escrita criativa a partir da tradição oral portuguesa. Para jovens e adultos, a solo ou em grupo.

Livros de escrita criativa a partir da tradição oral portuguesa

As Oficinas de leitura recreativa e de escrita criativa são três livros-oficina de Ana Viegas, publicados pela Lidel. Partem da tradição oral portuguesa para pôr jovens e adultos a ler por prazer e a escrever com voz própria. Cada livro tem 20 oficinas e um dicionário pessoal, onde se guardam as palavras novas. A introdução apresenta a literatura oral portuguesa e os escritores que reuniram as suas principais coleções, como Teófilo Braga, Adolfo Coelho e Consiglieri Pedroso.

Para quem é

Para quem quer escrever por prazer e ganhar confiança. Cada oficina parte de um texto da tradição oral portuguesa, dos provérbios aos contos populares, e propõe uma sequência de atividades de leitura e de escrita. As soluções e as dicas de revisão permitem trabalhar de forma autónoma e ao teu ritmo.

Para jovens leitores e escritores, em casa ou na escola. O nível não depende da idade nem do ano de escolaridade, mas do à-vontade de cada um com a língua. Começa-se pelo nível inicial e avança-se ao ritmo de cada leitor.

Para professores, bibliotecários e mediadores de leitura que procuram propostas prontas a usar com turmas, clubes de leitura ou grupos comunitários. Os textos leem-se em voz alta, em grupo, e cada participante escreve depois a sua versão. Com 60 oficinas, há material para muitas sessões.

Para quem gosta da tradição oral portuguesa. Provérbios, lengalengas e contos populares deixam de ser só memória de infância e passam a ser ponto de partida para escrever. E, pelo caminho, descobres de onde vêm as histórias que ouviste em criança.

Como escolher

Começa pelo «Era uma vez», o nível inicial. Trabalha formas curtas da tradição oral, como provérbios, anedotas, adivinhas, lengalengas e trava-línguas, e ajuda a desbloquear a escrita e a brincar com as palavras sem pressão.

Avança para o «Quem conta um conto acrescenta um ponto», o nível intermédio. Os contos populares portugueses servem de base para trabalhar a estrutura narrativa, as personagens e os pontos de vista e para reescrever histórias à tua maneira.

Aprofunda com o «Vitória, vitória, acabou-se a história», o nível avançado. Os contos são mais complexos e as propostas pedem textos mais longos, mais estruturados e com uma voz própria mais consistente.

Se queres o percurso completo, o pack com os três volumes reúne os níveis inicial, intermédio e avançado.

Se queres continuar depois dos livros, a Academia de Escrita Calo no Dedo - Júnior tem mais recursos de escrita criativa para jovens dos 8 aos 14 anos. A Academia de Escrita Calo no Dedo - Adultos tem cursos online para quem quer fazer da escrita um hábito.

Perguntas frequentes

Como dinamizar uma oficina de escrita criativa numa biblioteca ou num clube de leitura?

Escolhe um texto curto que se possa ler em voz alta, como uma lengalenga ou um conto popular, e começa por aí. Depois de conversarem sobre o texto, dá ao grupo uma proposta de escrita concreta, com um tempo definido, e reserva o fim da sessão para quem quiser ler o que escreveu. Cada oficina dos livros pode servir de base a uma sessão. As bibliotecas podem comprar diretamente à Calo no Dedo através do ola@calonodedo.pt.

Como usar provérbios, lengalengas e trava-línguas em atividades de escrita?

São textos curtos, com ritmo e com regras próprias, o que os torna bons pontos de partida. Um provérbio pode dar origem a uma história que o explique, uma lengalenga pode ser continuada com versos novos e um trava-línguas pode ser inventado de raiz com as palavras de que o grupo mais gosta. O «Era uma vez», o nível inicial das Oficinas, parte destas formas da tradição oral.

Que atividades de leitura e de escrita fazer com grupos de idades diferentes?

Funcionam melhor as propostas em que todos partem do mesmo texto e cada um responde à sua medida. Um conto popular lido em voz alta é um bom exemplo. Os mais novos podem recontá-lo e os mais velhos podem reescrevê-lo com outro final ou outro narrador. Os textos da tradição oral ajudam ainda a juntar gerações porque muitas vezes os avós já os conhecem e podem contá-los à sua maneira.

Porque é que vale a pena trabalhar a literatura oral tradicional nos dias de hoje?

Porque é uma parte da língua e da cultura portuguesas que se perde quando deixa de ser contada. Os provérbios, as lengalengas e os contos populares recolhidos por Teófilo Braga, Adolfo Coelho ou Consiglieri Pedroso têm ritmo, humor e vocabulário que já raramente se ouvem no dia a dia. Trabalhá-los é uma forma de os manter vivos e, ao mesmo tempo, de treinar a leitura, a memória e a escrita.