Escrita criativa para crianças e jovens dos 8 aos 14 anos
A Academia de Escrita Calo no Dedo - Júnior reúne as oficinas e os recursos de leitura recreativa e de escrita criativa que Ana Viegas, escritora e mãe, criou para jovens leitores e escritores dos 8 aos 14 anos. A Ana criou o que gostava de ter tido em criança, quando tinha a cabeça cheia de ideias e nada que a ajudasse a dar-lhes forma. A Academia é para a criança que enche cadernos de histórias e também para a que fica a olhar para a folha em branco sem saber por onde começar. Aqui, escrever é tratado como aquilo que é: uma prática. Quanto mais se escreve, melhor se escreve. E é assim que se ganha um valente calo no dedo.
Para quem é
Para a criança que tem a cabeça cheia de ideias e vontade de as pôr no papel, a Academia é o sítio certo. É a criança que começa três histórias ao mesmo tempo, que inventa personagens no caminho para a escola e que escreve sem dar pelas horas a passar. Os recursos da Academia dão-lhe desafios à altura dessa vontade, para que a imaginação nunca fique sem trabalho.
Para o jovem que escreve às escondidas, em diários ou num ficheiro secreto no computador, a Academia dá estrutura para passar das ideias soltas a textos com princípio, meio e fim, sem perder a sua voz de autor.
Para a família que quer trocar algum tempo de ecrã por tempo de escrita, a Academia traz propostas concretas para as tardes de fim de semana, para as férias ou para a hora antes do jantar. As atividades fazem-se em casa, com caderno, lápis e borracha, a solo ou em família. Os pais podem, por exemplo, tirar cartas do baralho com os filhos e cada um escreve depois a sua versão da mesma história. Em vez de consumir histórias feitas, a criança passa a criá-las e descobre como o tempo voa quando se está a escrever.
Para professores e bibliotecários que procuram propostas de escrita que não pareçam mais um exercício de português, as oficinas partem de textos da tradição oral portuguesa que se leem em voz alta com a turma. Cada oficina tem um objetivo claro e a dificuldade cresce ao longo do livro, o que permite planear um período inteiro. O baralho funciona bem em grupo, nas aulas, nos clubes de leitura ou em atividades de biblioteca, porque cada combinação de cartas dá uma história diferente e nenhum aluno fica sem ponto de partida.
Como escolher
Se a criança precisa de ganhar gosto pela escrita, começa pelas oficinas de leitura recreativa e de escrita criativa. Partem da tradição oral portuguesa, como provérbios, adivinhas, lengalengas, trava-línguas e contos populares. Cada livro tem 20 oficinas de dificuldade crescente e um dicionário pessoal. Começa pelo «Era uma vez», o nível inicial, e avança depois para o «Quem conta um conto acrescenta um ponto» e para o «Vitória, vitória, acabou-se a história».
Se o problema é o bloqueio, o baralho «Histórias de ficar com um calo no dedo» tem 40 cartas ilustradas que respondem a estas perguntas: «Quem?», «O quê?», «Quando?» e «Onde?». A criança tira as cartas ao calhas e inventa o «Como?» e o «Porquê?». A partir daí, já sabe o que vai escrever. Os mais novos, que ainda não leem, podem contar a história em voz alta a partir das ilustrações.
Se o que falta é constância, o «Clube de jovens escritores com calo no dedo» propõe desafios regulares de escrita criativa, para que escrever se torne um hábito.
E não te esqueças da leitura. Quem lê muito, escreve melhor. Os livros da Calo no Dedo trazem vocabulário rico e atividades de escrita em cada história.
Perguntas frequentes
O meu filho diz que não tem ideias para escrever. Como o posso ajudar?
Em vez de dizeres «escreve uma história», dá-lhe um ponto de partida concreto: uma personagem, um lugar e um problema para resolver. É o que faz o baralho «Histórias de ficar com um calo no dedo», com cartas tiradas ao calhas que obrigam a imaginar o resto. Com o tempo, a criança aprende a criar os seus próprios pontos de partida e o medo da folha em branco perde força.
Como ajudar uma criança a criar uma rotina de escrita?
Escolhe um momento fixo e curto, por exemplo 20 minutos ao fim de semana, e mantém-no mesmo nos dias de pouca inspiração. Ter uma proposta concreta para cada sessão evita que a criança perca tempo a decidir o que escrever. As oficinas de leitura recreativa e de escrita criativa e o «Clube de jovens escritores com calo no dedo» foram pensados para isso, porque a prática faz o mestre.
Como trabalhar a escrita criativa na sala de aula?
Resulta melhor com propostas curtas, um ponto de partida comum e espaço para cada aluno seguir o seu caminho. As oficinas da Calo no Dedo partem de textos da tradição oral portuguesa que a turma pode ler em conjunto, antes de cada aluno escrever a sua versão. Com o baralho, cada grupo tira cartas diferentes e, no fim, leem-se as histórias que nasceram delas. Bibliotecas escolares e municipais podem comprar diretamente à Calo no Dedo através do ola@calonodedo.pt.
O meu filho quer escrever um livro. Como o posso apoiar?
Leva o desejo a sério e ajuda-o a dividir o projeto em etapas: primeiro a ideia, depois o desenvolvimento das personagens e do enredo, em seguida um texto curto e por fim a revisão. Ler com atenção o que ele escreve e fazer perguntas em vez de correções dá-lhe confiança para continuar. As oficinas ajudam a construir textos com mais estrutura, nível a nível.
















