Livros para crianças e jovens sobre emoções, dinheiro e escrita
Os livros da Calo no Dedo são escritos por Ana Viegas, escritora e mãe, para leitores dos 0 aos 14 anos. Organizam-se em coleções sobre emoções, dinheiro e escrita criativa, a par de histórias avulsas para os mais novos. Cada título é produzido em Portugal, em papel ecológico e reciclado. É impresso em pequenas tiragens para não desperdiçar uma folha. As coleções trazem atividades de leitura, de escrita e de artes, para que a conversa continue depois da última página.
Para quem é
Para os mais novos, até aos 6 anos, a Marcela Tagarela e o Renato Fala-barato são uma primeira conversa sobre como usar a voz e saber ouvir. Pedem leitura partilhada, ao colo, de preferência em voz alta.
Para a criança que sente muito e nem sempre sabe dizer o quê, a Coleção de desenvolvimento pessoal para crianças e jovens reúne 15 livros, dos 4 aos 12 anos. Cada um trata um tema, como a autoestima, as emoções, a atenção plena, a mentalidade de crescimento ou os valores. O Diário de emoções leva esse trabalho para o dia a dia, uma página de cada vez.
Para a família que prefere falar de dinheiro em casa a deixá-lo ao acaso, os 10 livros de literacia financeira para crianças e jovens acompanham a Belinha, o Zeca, o Carlos, a Helena, o Simão e o avô Gaspar. Com eles, as crianças aprendem a ganhar, gerir, poupar, gastar, investir e doar. Há também um livro sobre dívidas, um tema que quase ninguém explica aos filhos.
Para professores, cada história abre uma conversa sobre temas que raramente cabem no programa, como as emoções ou o dinheiro. As atividades estão prontas a usar com a turma. Para bibliotecas escolares e municipais, as duas coleções reúnem, numa só autora e num mesmo grupo de personagens, temas difíceis de encontrar em livros portugueses para esta idade. Para psicólogos e terapeutas, um livro como «As minhas emoções» serve de ponto de partida em sessão e a família pode continuar o trabalho em casa com o mesmo livro.
Como escolher
Começa pela idade. Até aos 6 anos, a Marcela e o Renato. Dos 4 aos 12, a coleção de desenvolvimento pessoal. A partir dos 5, a de literacia financeira, que acompanha o leitor até aos 14.
Depois, olha para o momento que a criança está a viver. Uma criança que passa os dias no «e se?» pode começar por «Eu tenho atenção plena no momento presente». Uma que acabou de receber a primeira mesada vai tirar mais partido de «Eu sei gerir dinheiro». Escolher pelo que está a acontecer agora torna a leitura mais próxima e mais útil.
Se já sabes que vais querer tudo, as coleções completas ficam mais baratas do que os livros comprados um a um. Para começar mais devagar, os packs de livros temáticos juntam alguns títulos à volta de um tema, como a inteligência emocional, a atenção plena ou a abundância.
Se o formato ainda está em aberto, pensa em como a criança lê. Os ebooks infantis abrem no tablet ou no leitor digital, custam menos e os de desenvolvimento pessoal trazem versão em áudio. Os audiolivros, narrados por Teresa Silva, servem a criança que prefere ouvir ou que ainda não lê sozinha.
Se o teu filho gosta de inventar histórias, as três oficinas de leitura recreativa e escrita criativa partem de narrativas orais portuguesas e começam pelo «Era uma vez», o nível inicial. Quando um livro já não chegar, a Academia de Escrita Calo no Dedo Júnior, para jovens escritores dos 8 aos 14 anos, traz novos desafios todos os meses. Porque a prática faz o mestre e é assim que se ganha calo no dedo.
Perguntas frequentes
Qual é a diferença entre a coleção de desenvolvimento pessoal e a de literacia financeira? Por qual devo começar?
A de desenvolvimento pessoal alia a leitura à saúde mental e trabalha a relação da criança consigo própria, com os outros e com a natureza. A de literacia financeira alia a leitura à educação financeira e trabalha a relação com o dinheiro, nas vertentes material e energética. Começa pela de desenvolvimento pessoal, mesmo que o teu objetivo seja falar de dinheiro. As personagens são as mesmas nas duas coleções e o autoconhecimento ganho na primeira prepara a criança para pensar sobre dinheiro na segunda.
Com que idade faz sentido falar de dinheiro, mesada e poupança através de um livro?
A partir dos 5 anos, quando a criança já percebe que as coisas se trocam por dinheiro. A Coleção de literacia financeira começa pelo que é o dinheiro e pela forma como nos relacionamos com ele e só depois avança para a poupança, o investimento e as dívidas.
O que são as oficinas de leitura recreativa e escrita criativa? Como sei que nível escolher?
São três livros-oficina que partem de narrativas orais portuguesas para propor exercícios de leitura e de escrita. Começa sempre pelo «Era uma vez», quer a criança já escreva ou não, e avança para o nível intermédio e depois para o avançado à medida que ganha prática.
Os livros podem ser usados na sala de aula, em bibliotecas escolares ou em sessões de terapia?
Sim. As atividades de cada história foram pensadas para abrir conversas em grupo ou em sessão. Bibliotecas escolares e municipais podem comprar diretamente à Calo no Dedo através do ola@calonodedo.pt.







































































